Novo Einstein da computação

maddog

Por: Jon ‘maddog’ Hall

É provavel que eu sempre tenha percebido as habilidades de alguns programadores de Software Livre, então eu não deveria continuar surpreso com o que eles conseguem fazer. Porém, preciso admitir que eles continuam me impressionando.
Conheço um rapaz, Nick, que começou a programar aos nove anos de idade e aos 15 escreveu drivers de dispositivo para Linux. Ele ajudou o FBI a capturar alguns crackers criando um honeypot aos 21 e depois foi fazer pesquisa – sem jamais ter sequer completado o ensino médio.
Outro começou sua própria distribuição Linux aos 14 e espalhou 20.000 cópias de seu sistema antes mesmo que seus pais descobrissem o que ele estava fazendo.

Fonte

Esses hackers e muitos outros creditam o acesso visual ao código como um fator importante para o avanço de suas habilidades. Com o Software Livre, poucas pessoas perguntam sua idade, sexo, religião ou qualquer coisa além de “cadê o código?”. Novos programadores conseguem trabalhar tanto e tão rápido quanto quiserem lendo o código de outros e aprendendo com ele.
No meio dos anos 70, um professor universitário acreditava que a melhor forma de ensinar programadores a escreverem bom código era mostrando-lhes o código de programadores muito bons. John Lions conseguiu comentar e anotar a listagem completa do Sixt Edition of Unix antes de a AT&T alterar a licença no Sevent Edition of Unix, que proibiu o uso do código-fonte com fim educacional. Felizmente, para a Ciência da Computação, algumas cópias “escaparam” e esse conjunto de dois volumes se tornou um dos livros de Ciência da Computação mais fotocopiado de todos os tempos.
Programadores Unix mediam seu tempo no campo da computação pela posse ou não de uma fotocópia de quinta geração do livro de Lion ou uma fotocópia de décima geração.
Olhar o código de um bom programador ainda é uma ótima forma de aprender a profissão. Eu realmente não entendo como um instrutor de Ciência da Computação pode propor o uso de softwares proprietários de código fechado para ensinar aos alunos, quando há softwares livres comparáveis. No software proprietário, você vê o que o programa faz, mas não como ele faz. E o Software Livre não apenas mostra o código – é possível conhecer o programador. Como alguém que já trabalhou tanto com software proprietário quanto aberto, eu aprecio o fato de que, se eu quiser conhecer a pessoa que escreveu um programa específico e entender como essa pessoa se encaixa num ambiente de desenvolvimento, normalmente eu posso simplesmente olhar a lista de emails do projeto. Essa estratégia me permite localizar vários dos ótimos programadores que estão surgindo.
Recentemente, eu soube de um estudante universitário que está participando do que eu considero trabalho de graduado. Ele é articulado, parece ter vários interesses e mora na Romênia. A abertura do Software Livre me permitiu encontrá-lo, e espero trabalhar com ele no futuro como tenho feito com os prodigiosos programadores que mencionei antes. Eu continuo procurando o próximo “Albert Einstein” da Ciência da Computação”, e não sou egoísta a ponto de achar que esse gênio precisaria vir dos EUA, ou sequer ter sido educado aqui. Com problemas demais e gente de menos para resolvê-los, o próximo “Albert” ou “Alberta” pode vir do Brasil, da China, da Romênia ou até mesmo de Helsinki, Finlândia.
O que eu sei é que a abertura do Software Livre nos ajudará a encontrar a próxima geração de experts.

Referência: Linux Magazine – PDF

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