A geração M

GeraçãoM

Estava estes dias pensando sobre como são as gerações atuais. Temos geração X, Y e Z. Eu não sei atualmente o quanto estas definições de gerações estão corretas e minimamente precisas, mas gostaria de falar sobre duas gerações distintas que estão cada uma num extremo.
Temos a geração X, Y e Z. Vou por esta falta de definição precisa chamar pelas datas ao invés de nomes.

A geração que veio desde 1930 até por volta dos anos 60, foi uma geração preocupada em estabilidade econômica, uma geração que passou por vários problemas e teve que se virar para conseguir o seu pão de cada dia. Eles tiveram que se virar com uma tecnologia precária, ainda se formando.

Temos uma outra geração, que começou a trabalhar entre 1990-2000, que pegou uma tecnologia mais bem desenvolvida, mas com muitas precariedades, mudanças e recursos limitados, mas imensamente maiores do que poucos anos antes (4 MB de memória ram!)

Ultrabook com Ubuntu

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E finalmente temos a geração que agora tem pouco mais de 20 anos. Geração que tem uma tecnologia mais estável – diga-se, um computador de 4 anos ainda funciona e é perfeitamente usável! – e muito mais poderosa. Máquinas com 4 GB de RAM, vários gadgets, tudo interconectado e acesso rápido e simples à informação. Essa é a geração M.

 

Eu chamo de geração M, de Mimada.

Esta é uma geração que pede por máquinas poderosas, boas condições de trabalho, horário flexível e é bem ambiciosa. Isso tudo está ok, mas temos alguns traços muito ruins que talvez por ter sido uma geração que sempre teve tudo que queria e aprendeu a sempre ganhar e conquistar o que queria, ficou sendo uma geração que não consegue lidar com frustração.

Ano passado estive em Chicago, aonde um amigo Croata me disse: “You’re all spoiled, asking for two monitors and a good mouse and keyboard. Give me a simple keyboard with any mouse and I gonna develop”. Ele é de uma geração anterior, mas falou uma coisa interessante. No meio desta brincadeira, ele tinha uma certa razão.
Eu sempre peço as melhores condições de trabalho possíveis, mas não tê-las, nunca me impediu de trabalhar e fazer o melhor possível com o que eu tinha.

Esta geração M, que não sabe lidar com frustrações, acaba em cada probleminha que tem, fugindo para não ter que lidar com este, culpando, gritando e esperneando até conseguir o que quer. Este pessoal se criticado fica chateadinho e não quer mais fazer nada.
Poxa, vamos acordar povo!

Android

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Não estão errados querendo as melhores condições, mas não saber lidar com frustrações é uma coisa séria que pode acabar levando esse pessoal à ser um bando de quarentões deprimidos um dia. É na dificuldade que nós aprendemos e crescemos.

 

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